Estou aprendendo a enfrentar meus medos, to engatinhando confesso, mas me troco em mil facetas, sei me virar. Só me jogo na realidade quando o terreno é plano, se não for não piso, não me conformo e ponto final. Aprendo só de olhar, observador nato, autodidata, não sou de perguntar. Prefiro me calar, sou mais de ouvir de analisar, se falo penso, se não penso me contenho, nada de banalizar. A idade explica a razão, a velha e boa experiência ainda faz toda a diferença, estou cansado de mentiras, ando farto de tanta descrença. É bom fechar os olhos em determinados momentos, essa pode ser a melhor forma de se posicionar, só não é bom se acostumar. Acredito muito em percepção, mas não me equilibro nessa variável, até porque já quebrei a cara inúmeras vezes com percepções precipitadas. As palavras devem ser medidas, uma vez ditas, estão livres para serem ouvidas e interpretadas por qualquer sujeito, sendo até mesmo usadas contra quem as ditou. Melhor ser um mudo inteligente, do que ser um falastrão que só diz patacoadas (#fica a dica). A sabedoria de quem fala está no prefixo, no juntar dos argumentos, no pensar principalmente, antes de evaporar qualquer ideia pela boca. Muito mais que uma reflexão, o pronunciar exige respeito, ética e bom senso a que ou a quem nos referimos. A tarefa mais difícil é a de lembrar dessas afirmativas, quando o sangue esquenta, o veneno escorre, e aí não tem jeito, as ofensas são disparadas para todos os cantos, sem escolher vítimas, feito um fuzilar.
quinta-feira, dezembro 15, 2011
domingo, dezembro 11, 2011
Desabafo Cidadão
Cada
dia é um imenso risco, perigo constante, incerteza consumada. Olhos
atentos, sempre em ação, atitudes suspeitas, latifúndio subterrâneo,
reféns do medo instatâneo e do infiltrar do ladrão. A justiça é tardia e
o crime é organizado, localizado e alojado logo ali. Adrenalina total,
em meio ao caos, terror, pânico, atitude bilateral. Realidade com
profundidade abstrata, corda bamba estendida na entrada, na sacada, em
qualquer estrada, durante o dia, pela noite, vagando pela madrugada. Não
reaja ao pavor, isso é mais rotineiro do que você pensa, fica
tranquilo, normal é uma arma apontada pra cabeça, então não estressa,
esqueça. Hostilidade permanente, covardes sem coração, violência, morte,
falta do amor e da razão. Estamos ao relento, expostos à crueldade e ao
forte apego capitalista que impera na sociedade. O foco do problema é a
marginalidade, de quem é eleito para reformar e acabam exonerando a verdade,
fazem a violação do sistema social, o mau uso do capital. Baita mundo
desigual, nas mãos dos poderosos, enquanto quem precisa sobrevive muito
mal e não recebem a devida atenção, política sem noção, corrupção. Essa é a chamada transguessão, desvio de valores pra benefício pessoal,
ato imoral, mundo animal, com tanta fome e sede, é o país-sede da copa, é
o país do carnaval.
sexta-feira, dezembro 02, 2011
ELO
Me aventurar em teus caminhos, perco o meu rumo em desalinho, transformo sua dor em jardim. Vou explorar o teu corpo, dominar o teu fogo, te cobrir de prazer. Desvendar teu mistério, seu olhar é um caso sério, difícil não se apaixonar. Teu sorriso é garantia, compartilha a alegria, faz o astro sol brilhar. Elo de total intimidade, nos meus sonhos a realidade, céu azul que vou colorir. Simplicidade é um dom que nos domina, acalentar é bom minha menina, leve brisa vinda do mar. Agradeço teus cuidados, você me ama e eu me acho, isso já deu pra perceber. Me abraça fortemente, hipnotiza a minha mente, faz meu calor cultivar. Eu incentivo teus passos, me orgulho dos teus atos, pode contar comigo estarei sempre aqui. Ri das minhas palhaçadas, é meu pensamento, minha estrada, é quem me entende e me acata. Te digo besteiras sem sentido, sou muito mais que um grande amigo, sou teu anjo protetor. Nos mais diversos tons, em todos os dialetos, te ofereço meus versos, sem pestanejar, enfim me entrego e declaro o meu amor por você.
quinta-feira, outubro 27, 2011
APRENDIZ DE MIM
Até onde meus limites permitiram eu pude ir, encontrei barreiras, desafios, mas me manti. No começo foi bem difícil, não entendia porque estava ali, naquele lugar sem chão, sem base alguma para por os pés, totalmente diferente do sonho estonteante que eu mesmo havia construído na cabeça. A insegurança tomou conta de mim, percebi que o relógio não me obedecia, tinha vida própria não era eu quem escolhia. Confesso que por vezes me desesperei, chorei, mas não parei. Vivendo nesse grande vazio, tive tempo de me conhecer e valorizar esse barco tão simples e seus navegantes que vivem tão sozinhos e aprissionados, que aprendem por si só. Aprendi a respeitar mais, a escutar mais, aprendi a empatia, revi meu conceitos, pré-conceitos e me desenvolvi. Me relacionei com os mais diversos níveis, pessoas de alta classe, pessoas de bom coração, outras amargas e de frieza visível. Não queria falar, mas falei, o sentimento de explodir falou mais alto, superei a mim e a meus medos. Decidi então conhecer novas águas, desvendar outros caminhos. Conheci novos navegantes, estes mais preparados e instruídos, sem a pureza dos esquecidos. Conheci incríveis lugares, sabores, humores, que até então só ouvia falar. Trabalhei demais, mais que muitos até, mas o trabalho dignifica o sujeito e me sinto confortável por isso, vivi emoções com reações distintas, que agora permanecem na memória, que levo pra vida. E como toda viagem tem seu fim, chega o momento de se despedir, onde a expedição acaba. Deixo esse barco com orgulho, com amigos, com carinho, com experiência, com a lembraça dos números, dos papéis, com lágrimas nos olhos e a certeza de que fiz o meu melhor. Agora sigo o meu destino, rumo a um novo porto, em busca de outras viagens e boas companhias, que ainda pretendo encontrar nos imensos mares da vida.
quinta-feira, setembro 15, 2011
Por onde Andei
Por onde andei vi pessoas normais, com suas limitações e vivências atemporais. Deparei-me com reações estranhas, paranormais e ocasionais. Vi o respeito sem eixo dissolver num piscar, vi a sombra de um arranha-céu sobre meus sonhos rondar, vi a insegurança se aproximar, quando foi vital tranquilizar, vi o acumulo de riquezas denegrir um caráter, ouvi mentiras ditas como se fossem verdades, vi desvios de conduta desabarem sobre mim, vi o orgulho dividir opiniões e até mesmo coagir, vi o ódio nas paredes com olhar de repulsa, senti a solidão me reprimir aos poucos, lugar oco, feito um poço a me consumir, vi soluços de medo de repente se calar, vi um circo de horrores, mas com seus palhaços a zombar. Antes de mais nada vi que os seres humanos são profanos, insanos, mas racionais com seus temores, amores e o que mais restar. E já pensando ter visto de tudo, pude ver que o vento faz a vida girar, e foi querendo apenas me defender que encontrei nas palavras a ideologia santa para sobreviver.
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